Almirante norte-americano promete defender Ilhas Senkaku, apontando a China como possível agressor. Um oficial superior da Marinha dos Estados Unidos reafirmou o compromisso de Washington, nesta quarta-feira, de defender um grupo de ilhas administradas pelo Japão no Mar da China Oriental, no âmbito do tratado de segurança bilateral, se estas forem atacadas, apontando a China como potencial agressor.
“Vamos defendê-las se forem atacadas pela China,” disse o almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico, em um evento “think tank” em Washington, referindo-se as ilhas Senkaku, um grupo de ilhotas reivindicadas pela China, que as chama de Diaoyu.
Os líderes dos EUA, incluindo o presidente Barack Obama, já afirmaram que o tratado de segurança de 1960, que obriga os militares dos EUA a defenderem o Japão se este for atacado, abrange as ilhas Senkaku, mas não especificam um potencial agressor. Washington diz que não toma partido nas reivindicações sobre a soberania das ilhotas.
Harris disse que a possibilidade de uma situação que envolva as ilhas Senakaku, a um nível de escalada que poderia envolver os militares dos EUA nos termos do tratado é “uma preocupação.”
A China tem, freqüentemente, enviado navios em águas territoriais japoneses, perto das ilhas Senkaku, tensionando as relações políticas entre Tóquio e Pequim.
Harris também expressou preocupação sobre a recuperação, unilateral da China, de terra em uma área disputada do Mar da China do Sul, um desenvolvimento que os Estados Unidos dizem ser uma ameaça a estabilidade da região.
Uma ilha artificial criada pela China nos Recifes Cross, nas Ilhas Spratly, é “claramente militarizada ou capaz de suportar forças militares importantes”, disse Harris, no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais.
A China realizou vôos de teste de aeronaves civis, no início deste mês, utilizando uma pista de pouso que construiu na ilha.
O governo dos EUA disse que as reivindicações territoriais a cerca das ilhas artificiais em recifes submersos, não estão ao abrigo do reconhecimento de uma convenção das Nações Unidas.
Em um movimento que irritou a China, um destróier norte-americano navegou perto de uma ilha artificial que a China criou nas Spratly, em outubro passado. Um voo perto de uma das ilhas artificiais por um bombardeiro B-52 em dezembro foi descrito por Washington como sendo “um erro involuntário.”
Fonte: Japan Today http://www.japantoday.com/category/politics/view/u-s-admiral-vows-to-defend-senkakus-names-china-as-potential-aggressor
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