O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), considerou “uma descortesia” o cancelamento das visitas que a presidente Dilma Rousseff faria ao Japão e ao Vietnã, a partir de 1º de dezembro. O anúncio do cancelamento foi feito no dia 27 de novembro, sob a alegação de que o governo não poderia empenhar despesas discricionárias, como as relativas ao custeio das viagens.
Para Aloysio, trata-se de “mais um episódio constrangedor” que ilustra a forma como é conduzida a política externa do Brasil. O senador lembrou que Dilma já havia dado “um chá de cadeira” no príncipe herdeiro do Japão, “que ficou esperando 20 minutos para ser recebido depois da hora marcada”.
Aloysio estranhou a alegação de corte de gastos para justificar o cancelamento da viagem, porque “as despesas já tinham sido feitas”. Para o senador, cancelar a viagem de última hora, alegando dificuldades em pagar diárias, “não tem o menor cabimento”.
— As reservas e as diárias são pagas com antecedência.
Por isso, o senador requereu do governo cópias dos expedientes telegráficos relativos a gastos programados e realizados para essas viagens, bem como cópia dos expedientes telegráficos entre o Itamaraty e as embaixadas em Tóquio e Hanói, referentes à preparação das visitas. Aloysio requisitou também cópias das eventuais instruções enviadas aos chefes de missão diplomática e consulares referentes à reclassificação para “secretos” e “reservados” de expedientes e documentos relacionados com essas visitas.
Agência Senado
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