O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, pediu desculpas nesta segunda-feira pela decisão do Governo de descartar o projeto original do novo estádio olímpico de Tóquio, que custará às esferas públicas quase R$ 170 milhões são irrecuperáveis.
“Sinto muito que se tenha desembolsado essa quantidade tão valiosa de dinheiro público”, disse Abe durante sua participação diante do parlamento japonês, registrada pelo agência Kyodo.
Em 17 de julho, o Governo decidiu retomar desde o início o projeto do novo estádio olímpico, sede central dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, depois de uma série de críticas devido a sua magnitude e custo excessivo.
Esta medida levará um prejuízo de 6 bilhões de yenes (44,3 milhões de euros – R$ 169,99 milhões), já que o Governo finalizou contratos por esta quantia e não poderá recuperar, segundo confirmou nesta segunda Hakubun Shimomura, na mesma sessão parlamentar.
Desta quantidade, 27 milhões de euros serão para pagar à firma desenhadora do projeto e 11 milhões de dólares para pagar os honorários da arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid.
O Japão convocará um novo concurso internacional para escolher outro desenho cuja construção começará entre janeiro e fevereiro de 2016 e que, segundo os cálculos do Governo japonês, estaria pronto na primavera de 2020, o ano em que ocorrerá os Jogos. Isto supõe que o novo estádio não poderá receber a Copa do Mundo de rugby de 2019.
O mal-estar gerado pela polêmica ganhou proporções maiores depois que os responsáveis confirmaram que o valor do local com capacidade para 80 mil pessoas subiria para 252 bilhões de yenes (1,855 bilhões de euros), o dobro do orçamento inicial.
EFE
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