8 C
Kóka
sábado, 4 abril, 2026 4:55: pm
spot_img
Inicio Atualidade Lei de Mediação vai desafogar a Justiça, diz secretário de Reforma do...

Lei de Mediação vai desafogar a Justiça, diz secretário de Reforma do Judiciário

0
Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

A  Lei de Mediação (Lei 13.140/2015), sancionada pela pela presidenta Dilma Rousseff, foi publicada na edição de ontem (29) do Diário Oficial da União. A medida começa a vigorar em seis meses e será um meio alternativo para soluções de conflitos sem a necessidade de ir à Justiça.

Para o secretário nacional de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, esse é um dos benefícios da lei que proporcionará também mais rapidez e custos menores ao Judiciário, além de desafogar os trabalhos. “Nós temos no país hoje 100 milhões de processos e nossos juízes conseguem dar vazão a 30% deles”, disse, destacando que são números do Conselho Nacional de Justiça.

Caetano informou ainda que grande parte dos processos que tramitam na Justiça pertence à área estadual, representando cerca de 78% do total. Na avaliação do secretário, muitos deles poderiam ser solucionados com a mediação.

Entre os desafios para os próximos seis meses, o secretário citou a implementação da lei. Ele explicou que, além do Judiciário, o Poder Público criará centrais de mediação e serão estabelecidos modelos para que a implementação seja correta.

“A lei buscou enfatizar e incentivar a mediação extrajudicial feita pelo Poder Público. Então o nosso trabalho aqui, no Ministério da Justiça, vai ser com cada uma dessas frentes para criar modelos que possam ser reproduzidas em série”, destaxou.

Caetano disse ainda que a gratuidade da mediação é garantida pela lei em alguns casos. “Diz a nossa lei que o Tribunal de Justiça vai fixar a remuneração do mediador, mas deixa claro que sempre que houver Justiça gratuita, a mediação será gratuita”. Fora da Justiça, ressaltou, os custos serão pagos pelas partes.

Inicialmente a mediação será usada por órgãos ligados à Justiça. A ideia, de acordo com o secretário, é que cada comarca do país tenha uma central de mediação, podendo se estender depois para outras instituições. Para Caetano, é possível que universidades, escritórios, associações sejam usados para mediar conflitos. “A ideia é que a gente dê a maior capilaridade possível para que o cidadão, quando tenha um problema, busque resolver fora da Justiça.”

Agência Brasil

Últimos posts por Anderson Yoshihara (exibir todos)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.