Decolagem de Solar Impulse é cancelada no Japão por mau tempo

0

A equipe do projeto Solar Impulse 2 cancelou a decolagem do avião solar, programada para a madrugada desta quarta-feira (24) no Japão, em razão do mau tempo em Nagoya.

O avião Solar Impulse 2, preso no aeroporto de Nagoya (centro) desde 2 de junho, deveria decolar nesta quarta-feira às 02H30 locais (17H30 GMT de terça-feira – 14h30 de Brasília), rumo ao Havaí, mas o tempo mudou, obrigando o cancelamento do voo após 90 minutos de hesitação.

Esta etapa, a travessia do Oceano Pacífico, é uma das mais perigosas e deve durar pelo menos cinco dias e cinco noites de voo contínuo.

“O corredor que queríamos pegar está fechado”, indicou o piloto Bertrand Piccard, que alterna com André Borschberg no comando do avião.

“Estamos tentando encontrar uma maneira (de decolar), mas é razoável não exceder certos limites”, disse Borschberg após o cancelamento. “O clima está muito instável acima do Pacífico”, acrescentou.

“É extremamente difícil prever a meteorologia em um horizonte de 5 dias”, ressaltou um outro membro da equipe.

“Estamos muito desapontados e queremos nos desculpar com todos aqueles que acompanham o projeto”, declarou ainda Bertrand Piccard.

A fragilidade da aeronave impossibilita a decolagem a qualquer hora do dia ou da noite.

“O sol está nascendo e há muito vento e muito calor. É tarde demais para decolar, o avião poderá ser danificado se não fogar guardado em seu hangar móvel”, afirmou ainda Piccard.

Os organizadores planejam continuar a acompanhar a meteorologia e fazer previsão na perspectiva de deixar o Japão o mais rapidamente possível, mas o piloto para este voo, André Borschberg, de 62 anos, disse na semana passada que estava pronto para esperar dois meses, se necessário.

O Solar Impulse, que sofreu avarias devido ao mau tempo e precisou fazer uma escala imprevista no Japão, já está consertado e pronto para decolar, mas desde 2 de junho está bloqueado em Nagoya devido às chuvas no país.

A aeronave decolou de Nankín (leste da China) em direção ao Havaí, mas precisou desistir de continuar seu voo devido às nuvens. Desde então, o céu seguiu coberto e impediu a decolagem.

“Temos que voar através de uma frente de nuvens que vai mais ou menos de Taiwan ao Alasca. A única maneira de conseguir isso com nosso avião é localizar um lugar onde esta frente seja muito menos densa”, explicou à AFP na semana passada André Borschberg.

Segundo o piloto, as previsões meteorológicas “não são confiáveis a cinco ou seis dias”. “Por isso que complicam muito o voo. Não podemos nos arriscar muito”, acrescentou.

O Solar Impulse 2, um avião cujas asas são cobertas por placas solares, já esteve bloqueado por um mês na China devido ao mau tempo.

A aeronave partiu no dia 9 de março de Abu Dhabi com o objetivo de dar a volta ao mundo percorrendo 35.000 quilômetros, um desafio tanto tecnológico quanto aeronáutico.

AFP

Últimos posts por Anderson Yoshihara (exibir todos)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.