Um grupo formado por juristas e professores universitários protocolou na última segunda-feira, 25, um pedido de impeachment do governador do Paraná, Beto Richa. O documento assinado por mais de 6 mil pessoas acusa o governador de ser responsável pela violenta repressão contra os professores no dia 29 de abril.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, a ação da Polícia Militar na manifestação do dia 29 de abril deixou 392 feridos, a maioria professores.
O advogado membro da OAB e criador da iniciativa, Tarso Cabral Violin, que esteve presente no protesto, classificou a ação da Polícia Militar como um “massacre”.
“Essa petição, o impeachment se deve ao massacre no Centro Cívico de Curitiba, que aconteceu no dia 29 de abril de 2015. Vários professores, estudantes e servidores públicos foram gravemente feridos, eu mesmo levei um estilhaço de bomba a 2 centímetros do olho, poderia ter ficado cego. Então o nosso pedido é em face desse massacre”, disse Violin.
Ele argumenta que o governador poderia ter mandado parar a violência contra os professores, e mesmo após o pedido do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de alguns senadores, ele não o fez.
“A lei diz que é crime de responsabilidade fazer esse tipo de agressão às pessoas e também, se não mandar fazer, deixar que seja feito. O que aconteceu no dia 29 é que o massacre ocorreu por duas horas consecutivas. O governador, a qualquer momento, poderia ter mandado parar de fazer o massacre”, argumenta advogado.
A Assembleia Legislativa do Paraná confirmou que o documento foi protocolado na tarde da última segunda-feira, mas que o presidente da Casa ainda não tomou conhecimento do texto. Segundo a assembleia, após receber o documento, o presidente deve enviá-lo para a Secretaria-Geral da Presidência para análise jurídica e só então terá início a tramitação.
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