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No Japão não ha descanso: trabalhadores evitam férias e acumulam horas extras

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Imagem: amput.net

O governo japonês quer que os trabalhadores do país tirem mais ferias e trabalhem menos. O objetivo? Reduzir o numero de suicídios.  

Décadas depois da palavra “KAROSHI”, que significa morte por excesso de trabalho, entrar para o léxico japonês, o governo ainda luta para evitar o problema. As licenças remuneradas e os feriados nacionais aumentaram, mas os japoneses ainda fogem das ferias e o numero de suicídios relacionados ao trabalho permaneceu praticamente inalterado na ultima década.

Mostrar dedicação à empresa por meio do sacrifício e nunca deixar o local de trabalho antes do chefe são características profundamente enraizadas entre os trabalhadores japoneses.

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Descanso: No Japão são mais de 2.000 casos de suicídios por trabalho ou excesso de trabalho por ano.

Com mais de 2.000 suicídios por ano ligados ao trabalho e ao excesso de trabalho e a maioria dos trabalhadores trabalhando em tempo integral tirando menos da metade das licenças remuneradas a que tem direito, os parlamentares japoneses foram forçados a agir, no ano passado, quase meio milhão de pessoas assinaram uma petição exortando o governo a melhorar a situação.

Uma proposta anunciada essa semana incentiva as empresas a encurtarem as horas de trabalho e a permitirem que seus funcionários utilizem mais suas ferias anuais. A legislação prevista apresentada na DIETA (Parlamento Japonês) em abril também obriga as empresas a forçarem seus funcionários a tomarem pelo menos cinco dias de sua licença remunerada.

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Horas extras

Os japoneses com emprego em tempo integral tiveram, em média, 173 horas de trabalho excedente em 2014. O número representa 18 horas a mais que há 10 anos e é o maior volume registrado em dados comparáveis desde 1993, segundo o Ministério da Saúde Trabalho e Bem Estar.

O trabalho foi listado como um fator que contribuiu para 2.323 suicídios em 2013, segundo os dados mais recentes do governo, O número mais elevado registrado até hoje foi de 2.689 em 2011.

“As empresas japonesas tendem a forçar seus funcionários a fazerem horas extras em vez de aumentarem as contratações quando eles estão atarefados”,

disse Koya Miyamae, economista da SMBC Nikko Securities em Tóquio. “A escassez de mão de obra, esta forçando as empresas, em alguns setores, a fazerem os funcionários trabalharem mais tempo”.

Em teoria, o país possui uma das regras mais generosas para folgas, com 16 feriados públicos por ano, e uma média de mais de 18 dias de licença remunerada por trabalhador por ano.

Agora o governo quer reduzir a proporção de funcionários que trabalham 60 horas ou mais por semana para menos de 5% até 2020, contra cerca de 9% em 2013. O governo também quer que o trabalhador tire mais de 70% de sua licença remunerada, contra 49% atualmente, segundo o projeto.

infomoney.com.br

 

 

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