Pedro Moutinho: Fadista prepara novo álbum para 2019

Costuma dizer-se que “quem sai aos seus não degenera”. Mas nessa altura do campeonato é injusto para o fadista português Pedro Moutinho voltar a invocar a linhagem a qual pertence. Com três álbuns aclamados pela crítica, e um Prêmio Amália na sua carreira, Pedro Moutinho já provou que o caminho que percorre é apenas seu e nada deve ao apelido que partilha com os irmãos fadistas Camané e Hélder.

Em comum com eles, a paixão pelo Fado, que canta desde os onze anos; o rigor na interpretação; a alma e a entrega permanente. Mas a sensibilidade que as suas gravações revelam, essa, é só sua. E, sem pressas, com confiança, a sua voz e a sua intensidade abriram-lhe espaço próprio, e bem merecido, no panorama atual do Fado.

Pedro Miguel Moutinho Paiva dos Santos, conhecido artisticamente por Pedro Moutinho (42), nasceu em Oieiras – Portugal, tendo lançado o seu primeiro álbum em (2003), “Primeiro Fado”, e desde então sua meta é sempre subir, sem nunca olhar para trás, buscando cada vez mais se aperfeiçoar na música, caminho que escolheu para seguir. O título do segundo álbum, “Encontro” (2006), foi significativo: foi o disco do encontro com o produtor que o tem ajudado a moldar o seu percurso, Carlos Manuel Proença. O terceiro disco “Um Copo de Sol” (2009), foi a sua confirmação como um valor incontornável. Seguiu-se “Lisboa Mora Aqui” (2011), uma escolha de material dos três discos completada por temas novos.

“O Amor Não Pode Esperar”, (2013) foi o quinto disco de estúdio e foi produzido por Carlos Manuel Proença. Nesse álbum mostra a segurança cada vez maior do intérprete, e a discrição confiante do seu percurso. Nele, Pedro Moutinho demonstra o seu respeito pela herança, presente nos muitos Fados tradicionais que surgem aqui com novas letras (de gente como Aldina Duarte, Manuela de Freitas ou Tiago Torres da Silva). Mas explora também a sua necessidade de desenhar o seu próprio caminho por entre a tradição, mesmo que isso implique fazer-lhe tangentes.

Amélia Muge, que já contribuíra para “Um Copo de Sol”, trouxe-lhe dois temas, entre os quais o primeiro single “Rua da Esperança”. E Pedro Moutinho continua a saber escolher as canções que decidiu “afadistar”. Aqui, elas são um clássico da música portuguesa – “Eu Tenho um Fraquinho por Ti”, de Fausto Bordalo Dias – e outro da MPB – “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle, gravada por gente como Elis Regina ou Maysa Matarazzo.

Tudo isto unido por uma voz de eleição que já provou ser pessoal e intransmissível, por uma entrega que já não pede comparações. Pedro Moutinho já não é irmão de ninguém; é, apenas, Pedro Moutinho. Um dos grandes fadistas da atualidade. Em 2016 gravou o álbum Fado Em Nós. Pedro Moutinho lançará na primavera de 2019 seu próximo álbum, e com toda a certeza será mais um dos seus lindos trabalhos, afinal é considerado uma das mais distintas vozes jovens do gênero sendo vencedor do prêmio Amália Rodrigues.

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Da Redação by Cleo Oshiro

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site