Nando Reis canta seus sucessos em Jacareí/SP

No dia 10 de fevereiro, o público da cidade de Jacareí/SP, e de todo o Vale do Paraíba, terá a oportunidade de assistir um grande show. Trata-se da apresentação do cantor Nando Reis, que vai acontecer na Sala Ariano Suassuna, às 22h. Com a turnê “Nando Reis – Voz e Violão”, o artista tem lotado os palcos de todo o país. O show leva o nome do álbum de 2015, gravado com maestria. “Voz e Violão, no Recreio – Volume 1” foi produzido pelo próprio artista e contou com a mixagem de Jack Endino em um estúdio em Seattle, nos Estados Unidos. O álbum está disponível em versão CD e Vinil.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Alpha Tickets www.alphatickets.com.br, ou na bilheteria do local. Os valores variam entre R$ 100,00 e R$ 200,00. A organização do evento é da Oceania. Tendo somente o violão como o seu parceiro de palco, Nando Reis canta seus sucessos e apresenta versões diferentes para os seus clássicos. O objetivo do show é apresentar as canções exatamente como foram concebidas. Seus fãs, que não se concentram em apenas uma geração, podem esperar uma apresentação emocionante.

Nando Reis não é apenas um grande compositor, e isso fica evidente neste disco. A sutileza de sua poesia surge sustentada pela força de seu violão, cujas cordas de aço e o modo de tocar imprimem um timbre característico que já é assinatura do músico. Suas letras, melodias e seu instrumento, formam um conjunto belo e harmônico e revelam um artista cuja profundidade vai muito além da figura do rockeiro hitmaker.

Citar números não é exatamente a melhor maneira de abrir texto sobre um artista, mas no caso de Nando Reis, para dar a real dimensão artística dele, é necessário – em 2016, ele foi o 6º artista com músicas mais tocadas ao vivo no país, suas canções ficaram em 13ª entre as mais tocadas nas rádios e na categoria “sonorização ambiente” ele é o número 1. Ou seja, não é exagero dizer que em 35 anos de carreira, desde que subiu ao palco pela primeira vez como um titã, em 1982, sua produção autoral o tornou um dos principais compositores brasileiros da história.

Sem contar a vertente internacional de Nando – neste 2018 já fez turnê europeia com o Trinca de Ases (quando se apresenta com Gal Costa e Gilberto Gil), ano passado rodou Estados Unidos e Europa com banda e vem fazendo esses giros desde 2010. Os números não são surpresa para os que trabalham com música ou que por motivos diversos mergulham um pouco mais no assunto. Mas a grande maioria das pessoas associa a Nando canções com assinatura explícita de sua voz, seja como titã seja como infernal.

“Diariamente”, na voz de Marisa Monte; “All Star”, “O Segundo Sol” e “Relicário”, gravados por Cássia Eller; “Resposta” e “É Uma Partida de Futebol”, registrados pelo Skank; “Do Seu Lado”, pelo Jota Quest, e “Onde Você Mora?” e “Querem o meu Sangue”, pelo Cidade Negra – todas tem autoria de Nando Reis, sozinho ou em parceria com os artistas.

Sua veia compositora começou antes da música. Nando sempre foi voraz pela leitura. Adorava enviar cartas e escrever livros (mesmo que não fossem publicados) e poesias. Começou a musicar os poemas, depois de ser apresentado aos Rolling Stones, pelo irmão mais velho, e ao violão, pela irmã. Aos 15 anos montou a banda Os Camarões e tocaram uma composição sua, “Pomar”, em festival.

Em 1985, para o segundo disco dos Titãs, chamado “Televisão”, contribuiu com “Pra Dizer Adeus” e “O Homem Cinza”. No primeiro, tinha versado “Marvin” e “Querem Meu Sangue”.

Já para os clássicos “Cabeça Dinossauro” e “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” Nando escreveu “Homem Primata”, “Igreja”, “Bichos Escrotos”, “Diversão” e “Nome aos Bois”, além da faixa-título do segundo.

Com a perda de dois grandes parceiros, Marcelo Frommer, guitarrista dos Titãs, e Cassia Eller, sentiu o baque e saiu da banda após o lançamento do disco de 2001, “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”. Em seu primeiro trabalho solo, “12 de Janeiro” (1994), tinha estourado com o hit “Me Diga”. Nos anos seguintes lançou “Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro” (2000), “Infernal” (2001) e “A Letra A” (2003), até ganhar ouro e platina duplos com o “MTV Ao Vivo”, em 2004.

Tem no currículo ainda “Sim e Não” (2006), “Luau MTV” (2007), “Perfil” (2008), “Drês” (2009), “MTV Ao Vivo (Bailão do Ruivão)” (2010), “Sei” (2012), “Sei Como Foi em BH” (2013), “Voz e Violão – No Recreio – Volume 1” (2015) e “Jardim-Pomar” (2016). O álbum gravado ao vivo em BH foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. O álbum “Jardim-Pomar”, lançado em 2016, teve a participação de seus ex-colegas de Titãs Branco Mello, Sérgio Britto, Paulo Miklos e Arnaldo Antunes, além das cantoras Pitty, Luiza Possi e Tulipa Ruiz, dos músicos Peter Buck (ex-R.E.M.) e Mike McCready (Pearl Jam), bem como de quatro de seus cinco filhos (Zoé, Sophia, Theo e Sebastião; os últimos formam a dupla 2Reis), além de ter recebido duas indicações ao Grammy, nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa (com “Só Posso Dizer”) e Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.

Nando possui três troféus do prêmio máximo da música, o Grammy, um de 2002, pelo “Acústico Cássia Eller”, como Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa, outro de 2011, por “De Repente”, com Skank, por Melhor Música de Rock em Língua Portuguesa, e “Jardim-Pomar” ganhou o mais recente, de 2017, como Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.

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Da Redação by Cleo Oshiro

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site