Mais de 700 celebridades, orfãs da Lei Rouanet, continuam ataques a Bolsonaro, confira a lista

Mensagem circulando em grupos de WhatsApp convoca os usuários do aplicativo a boicotarem artistas, jornalistas, celebridades e intelectuais que se manifestaram contra a candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Image © (Apresentação polêmica em que um homem nú interage com meninas / Reprodução / via Midias Sociais) Nov/2018

Mais de 700 celebridades, orfãs da Lei Rouanet, continuam ataques a Bolsonaro, confira a lista.

Mensagem circulando em grupos de WhatsApp convoca os usuários do aplicativo a boicotarem artistas, jornalistas, celebridades e intelectuais que se manifestaram contra a candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Entre eles estão a cantora Anitta, as atrizes Camila Pitanga e Patrícia Pillar, o médico Dráuzio Varella, os apresentadores Zeca Camargo e Fernanda Lima, os atores Wagner Moura e Alexandre Nero e os cantores Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil.

Os nomes listados apoiaram o manifesto “Democracia Sim”, criado para repudiar a candidatura de Bolsonaro.

O manifesto reuniu mais de 190 mil assinaturas, entre famosos e anônimos e teve como mote a ameaça que, segundo os manifestantes, representa a vitória de Bolsonaro à democracia brasileira.

Segundo o defensor público federal e presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) Igor Roque, os citados na lista podem entrar com processos por ofensa à honra subjetiva e objetiva contra as pessoas que espalharam as mensagens. Cezar Britto, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), explica ainda que ofensas, mesmo em grupos fechados no WhatsApp, podem render processos.

Foi o que aconteceu no caso em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu à Polícia Federal (PF) para que investigasse um áudio que o juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, responsável por um dos pedidos de prisão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, mandou em um grupo do aplicativo de troca de mensagens afirmando que “a mala foi grande”, insinuando que o ministro teria recebido dinheiro em troca da decisão de libertar Garotinho.

Veja a relação divulgada pelo site Congresso em Foco.