Caravana de hondurenhos viaja à Cidade do México para pedir permissão migratória

A caravana de migrantes integrada majoritariamente por hondurenhos que percorre o México decidiu nesta sexta-feira ir à capital do país para solicitar ao governo uma permissão migratória para viajar livremente e, inclusive, trabalhar.

Image © (A caravana de migrantes, majoritariamente de hondurenhos, no México / Reprodução / via AFP) Oct/2018

Caravana de hondurenhos viaja à Cidade do México para pedir permissão migratória.

A caravana de migrantes integrada majoritariamente por hondurenhos que percorre o México decidiu nesta sexta-feira ir à capital do país para solicitar ao governo uma permissão migratória para viajar livremente e, inclusive, trabalhar.

Em uma espécie de assembleia realizada na comunidade de Arriaga, em Chiapas, os integrantes da caravana foram informados de um plano de emprego, educação e saúde lançado nesta sexta pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, para os migrantes centro-americanos.

O programa do governo prevê o acesso das crianças a escolas, a autorização de permanência nos estados de Oaxaca e Chiapas, no extremo sul do México, e a possibilidade de pedirem refúgio.

“Levante a mão quem defesa ficar em Chiapas e Oaxaca”, perguntou Irineo Mujica, diretor da organização Povo Sem Fronteira, para a multidão de migrantes reunidos em Arriaga, e a maioria respondeu positivamente, constatou a AFP.

O resultado da negociação com o governo determinará o rumo da caravana.

Com a concessão da permissão migratória, o grupo poderá se separar e muitos ficarão no México trabalhando a espera do status de refugiado.

Até a quarta-feira, havia 1.743 pedidos de refúgio no México, particularmente menores com suas mães e outras mulheres, segundo o governo mexicano.
Segundo Mujica, há 4 mil migrantes na caravana em Arriaga.

Mujica declarou a imprensa que o programa de Peña Nieto é uma “ordem de (Donald) Trump para conter” a caravana rumo aos Estados Unidos, em referência do presidente americano.

Na Cidade do México, segundo Mujica, o grupo buscará obter o mesmo compromisso do futuro presidente do país, Andrés Manuel López Obrador, que assume no dia 1º de dezembro e já declarou que concederá vistos de trabalho aos migrantes.

“Todos querem o visto de trabalho, um documento, mas não deve ser condicionado a se viver em uma cidade, sem liberdade e onde não há trabalho”, concluiu Mujica.