Whipallas acaba de lançar o álbum “Hi, Everyone” nas plataformas digitais

O grupo Whipallas lançou “Hi, Everyone”, seu primeiro álbum completo, no dia 07 de agosto nas plataformas digitais. O lançamento do quarteto, após os EPs de 2016 e 2018, vem na esteira dos dois singles que esquentaram a chegada do trabalho, o homônimo “Hi, Everyone” e “Like a Birth”, e se somam a “Let’s Do It”, o terceiro single, completando o lançamento.

Com levada indie-rock, o disco traz 10 canções com letras em inglês, marca do grupo, embaladas por uma sonoridade dançante e vibrante, e compostas em conjunto por Pedro Lenz (vocais e guitarra), Luis Antônio Rodrigues (guitarra e teclado), Jayme Monsanto (baixo) e André Coelho (bateria) ao longo de dois anos.

“Hi, everyone” levou esse tempo para ficar pronto porque desde o rascunho das composições e os improvisos no estúdio até as gravações na produtora Sonido, foi como se os quatro embarcassem numa viagem por diferentes influências da música nacional e internacional sem saber muito bem onde chegariam.

Mas eis que agora o Whipallas apresenta esta bela experiência musical de potencial internacional, que só não nasceu um pouco mais cedo por conta da pandemia. Tudo lindamente embrulhado pelo design gráfico da dupla Lara e Lore, que assina as artes dos singles e da bolacha.

“São tempos bem difíceis e complexos, mas fundamentais para a reflexão. E queremos que daí possa brotar muita atitude positiva para o mundo. Batizamos o disco com o título da música, ao mesmo tempo em que é um aceno da banda para público. No fim, o disco todo é uma mensagem de otimismo e atenção, sempre sob uma atmosfera solar”, explica Lenz (foto acima), dono da voz facilmente reconhecida pelos inconfundíveis falsetes, à la Bee Gees, que conferem ainda mais personalidade às canções do grupo.

“Tudo isso bateu muito forte com a questão do isolamento e desse momento tão estranho e inédito. A gente precisa encarar o mundo e se encarar de frente. Acho que é um pouco isso, do que adianta viver num lugar lindo e maravilhoso se a gente não cuida do nosso lugar nele?”, completa André Coelho, o chef da cozinha, a bordo de sua bateria. “E só pra esclarecer, a ideia nunca foi cantar em inglês. Simplesmente aconteceu por uma grande coincidência. Temos essa fluência, e descobrimos o gosto por compor assim”, complementa, lembrando que a música ganhou um delicado lyric video, lançado em 05 de junho.

Depois dos dois singles, mais oito canções

Depois dos dois singles lançados recentemente, “Hi, everyone” apresenta mais oito canções, todas inéditas. Intensa e envolvente, “Pirates”, abre o repertório inspirada na criatividade corajosa da irmã de Lenz, Joana Cesar, conhecida no Rio pelos escritos enigmáticos que pintou nos muros da cidade: um código que ela mesma criou para esconder seus poemas eróticos.

A banda acredita que tudo é reciclável, inclusive a música, e “Let’s Do It”, que entra na sequencia é uma prova disso. Lenz cavou um riff perdido de uma antiga composição, que não foi adiante. Os outros três integrantes incorporaram e o devolveram repaginado, mais dançante e interessante. “Assim nasceu ‘Let’s Do It’, que fala um pouco sobre a duração das coisas, da vida. Que o que é material não é para sempre, mas a alma, a essência, sim, estão sempre se reciclando. O importante é fazer e refazer as coisas”, comenta Lenz.

Com “Talk About” o grupo filosofa sobre a mentira, traço da nossa política, que esconde muita coisa, infelizmente. Por isso, talvez seja a música mais rock n’ roll do disco, gênero que sempre abriu espaço para questionamentos. “Talk About” remete a clássicos como os Beatles para ironizar, do jeito mais pop possível, os políticos brasileiros como um todo.

O disco avança então para “Someone Else To Hear”, que mergulha o ouvinte numa certa melancolia ao falar de conflito interno, de solidão e abandono. Mas embora seja uma música densa, por outro lado traz um refrão solar, sugerindo uma voz interior que sempre pode ser acessada para ajudar.

A faixa seguinte, “Big Star”, foi concebida quase que numa tacada só. É vibrante e magnética nos versos, inspirados por uma trajetória sofrida, cheia de questões e dificuldades, mas firme no objetivo de dar a volta por cima. “É uma música em que falamos da força que as pessoas têm, no amor por aquilo que acreditam e que nunca é tarde para tentar”, explica André (foto acima).

“This Time” começou a ser composta com uma base harmônica do ex-tecladista, amigo e parceiro Bernardo Massot. Com uma pitada de fermento trazido pela batida da cozinha de André, ela ganhou massa, volume e movimento. “Uma das primeiras músicas que começamos a trabalhar para este disco, ela fala da rotina de cada dia e das adversidades que ela nos impõe, todos os dias”, revela Jayme Monsanto (foto abaixo). É a eterna busca pelo dia de sorte, que um dia chega.

Logo após vem “Like a Birth”, e em seguida “Riverside”, música que surgiu quase que por inteira num ensaio. Apesar disso o refrão só foi concluído meses depois, quando Pedro Lenz e Luis Antônio estavam num bar, já um pouco alterados e animados, e pensaram em simplificar as frases, testando-as em áudio para os outros integrantes. E assim ficou. “Quem sabe por isso a letra fale da importância de uma pessoa na vida da outra. Ninguém faz nada sozinho. Se você tiver que atravessar um rio, de fortes correntezas e belas cachoeiras, melhor que tenha alguém do seu lado para ajudar”, comenta Luís (foto abaixo).

“Hi, everyone” chega ao final com uma canção que dá pistas de que o quarteto já vislumbra uma próxima fase. “Next Plan” é emblemática e enérgica ao lançar um olhar crítico sobre o que vemos no mundo hoje. “Temos um Plano B ou um Planet B? Não, sabemos que não temos. Já fomos longe demais com o planeta e suas reservas, chegou a hora de parar e gritar: ‘What a hell, folks?’. Precisamos cair na real que se não fizermos nada vamos acabar com tudo por aqui. Por isso, é uma música forte e até um pouco dramática. É agora ou nunca”, finaliza Lenz.

A banda nasceu em 2016 no Rio de Janeiro. Embora carioca, as influências do Whipallas vêm de todos os cantos do globo, agregando referências de bandas e artistas como Metronomy, Portugal The Man, The Strokes, Beatles, Cage The Elephant, Alabama Shakes, Arctic Monkeys, Arcade Fire, David Bowie, Bee Gees, Gilberto Gil, Djavan, Raul Seixas, entre tantos outros.

O próprio nome do grupo teve inspiração no deserto do Atacama e na multicolorida bandeira andina Wiphala, que carrega valores pelos quais sempre lutamos, como a igualdade, e os belos significados de cada uma das suas sete cores. Tinha tudo a ver com o som e a proposta da banda, que também adotou a lhama andina como mascote.

Na bagagem, um som indie rock dançante, com composições sempre em língua inglesa registradas em dois EP’s de destaque na cena alternativa que renderam muitos shows importantes no circuito, como Oi Futuro, Fabrika Apresenta, Sol Sessions, Rider Dá pra Fazer, Festival Fica Verão O Globo, Rock The Mountain, e muitos outros. Entre as apresentações mais memoráveis, destaque para a abertura do show da banda americana Information Society, no Morro da Urca, em 2016.

A banda participou de programas de TV reconhecidos, entre eles o Experimente, apresentado por Guilherme Guedes no Multishow, em 2019. E para quem ficou curioso, vale assistir no YouTube aos três clipes que a banda fez até então: das músicas “Battlefield” e “Boogie Boogie”, ambos dirigidos por Felipe Noguchi – e o ator Tonico Pereira participa deste segundo, com muito humor -, além do recém-lançado clipe de “Hi, Everyone”. Confira nos links a seguir!

Pre-save álbum: https://ditto.fm/whipallas-hieveryone
Pre-save single “Let’s Do It”: https://ditto.fm/lets-do-it-whipallas

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Da Redação by Cleo Oshiro
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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site