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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Menina brasileira é abusada por professor em escola de Osaka

Uma menina, filha de pai brasileiro e mãe israelense, de 7 anos foi abusada física, sexual e psicologicamente por professor de escola primária em Osaka.

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Menina brasileira é abusada por professor em escola de Osaka

Uma menina, filha de pai brasileiro e mãe israelense, de 7 anos foi abusada física, sexual e psicologicamente por professor de escola primária em Osaka.

Segundo relatos de C. H., 34 anos, mãe da criança, o fato ocorreu no Colégio Tadaoka Shoritsu Shogakko, em Osaka, sendo que a mesma suspeitou de que algo errado ocorria com a filha quando a menina começou a apresentar comportamento depressivo depois de chegar da escola com o braço machucado.

Entenda o Caso:

A mãe esteve internada em UTI hospitalar por riscos na gravidez e pressão alta entre os dias 12 e 18 de setembro, solicitando alta pois o marido havia ficado tomando conta dos filhos do casal e precisaria voltar ao trabalho, nesse tempo a filha não foi na escola.

Quando voltou para casa ficou com a filha por mais uma semana e meia, antes de mandá-la de volta para o colégio.

Corte no braço esquerdo feito com um lápis pelo professor, segundo a vítima

O corte no braço ocorreu em 2 de outubro, porém a criança dizia que o professor somente batia e gritava com ela e não esclarecia quem tinha feito o machucado no braço.

No dia 3 de outubro os pais foram até a escola para esclarecer o machucado no braço, sendo atendidos pela direção e pelo professor, que nada falava, somente o vice-diretor respondia as perguntas, dizendo que foi apenas um tapinha nas costas para que se esforçasse.

Após isso, a criança recusava-se a ir para a escola, no dia 17 de outubro, ao ser questionada mais incisivamente pela genitora sobre seu comportamento depressivo, começou a chorar convulsivamente dizendo que sofria maus tratos (bullying pelo professor) na escola com o professor, repetidamente, gritando e a agredindo fisicamente em função de não saber o idioma japonês, e abusos de natureza sexual.

Os pais, então, foram até a delegacia de polícia de Izumiotsu apresentar queixa contra o professor no dia 18 de outubro.

A mãe faz questão de frisar que a policia a orientou para que não falasse nada sobre o ocorrido para ninguém, nem prefeitura, nem colégio.

Os pais resolveram procurar a imprensa e o consulado pois não estão vendo progressos na denuncia policial e o professor continua em sala de aula, podendo por em risco outras crianças.

Após feita a denúncia, os país levaram a criança para exame ginecológico e físico geral, porém, como já havia o lapso temporal de 16 dias, foi constatado apenas o processo de cicatrização de uma fissura vaginal e corte no braço esquerdo, salientando que no laudo médico consta apenas o corte no braço, não mencionando a tentativa de ruptura himenal.

A polícia solicitou exame de DNA nas peças íntimas e na saia da vítima, pois havia uma mancha esbranquiçada na mesma. Nada de conclusivo foi detectado nas peças íntimas, porém, o exame na saia ainda não foi concluído.

A promotoria de Osaka submeteu a criança a 4 interrogatórios, proibindo que os pais presenciassem os mesmos, participando o promotor, uma tradutora e três policiais.

Abaixo desenhos feitos pela vítima após interrogatório na promotoria de Osaka:

O Consulado Geral do Brasil foi notificado do ocorrido e, imediatamente, entrou em contato com a família e com a polícia de Osaka para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.

Em função do ocorrido, o pai acabou perdendo o emprego pois era constantemente convocado pela polícia para prestar depoimento, ficando a família em situação financeira delicada, sendo praticamente despejados de onde moravam por falta de pagamento.

A comunidade brasileira, encabeçada pela Creche Santos Dumont de Shiga-Ken, está se mobilizando para tentar auxiliar esta família a ter um novo recomeço, pois com a perda do emprego do pai tiveram que se mudar de Osaka em busca de um novo trabalho.

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