Hospitais japoneses ampliam o atendimento multilíngue com o aumento do número de pacientes estrangeiros

Henry Tanaka, um colombiano de ascendência japonesa, vive e trabalha no Japão há 20 anos, mas nunca se tornou fluente no idioma local. As visitas ao hospital foram sempre um desafio, pois ele não entendia bem o que os médicos lhe diziam.

Image © (Um intérprete hospitalar ajuda uma paciente colombiana a se comunicar com seu médico, no Centro Médico Geral Rinku em Izumisano, Província de Osaka / Reprodução / via Nikkei Asian Review) Nov/2019

Hospitais japoneses ampliam o atendimento multilíngue com o aumento do número de pacientes estrangeiros

Henry Tanaka, um colombiano de ascendência japonesa, vive e trabalha no Japão há 20 anos, mas nunca se tornou fluente no idioma local. As visitas ao hospital foram sempre um desafio, pois ele não entendia bem o que os médicos lhe diziam.

Mas isso mudou depois que ele encontrou o Rinku General Medical Center, um hospital em Izumisano, Província de Osaka, com uma seção especial para estrangeiros e intérpretes espanhóis de plantão.

“Agora eu posso relaxar, pois posso entender claramente as perguntas e explicações dos médicos”, disse Tanaka, de 62 anos, que visitou o hospital geral em meados de agosto para receber tratamento para hipertensão arterial.

À medida que mais pessoas vêm ao Japão para lazer e trabalho, as instituições médicas estão contratando mais funcionários multilíngues para atender às suas necessidades. Os governos locais também estão ajudando os hospitais a resolver problemas com pacientes estrangeiros.

O Japão espera atrair 40 milhões de turistas estrangeiros no próximo ano, quando Tóquio sediará os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos; até 2030, quer elevar o número para 60 milhões.

Mas dos 5.694 hospitais pesquisados pelo Ministério da Saúde em 2018, apenas 3,1% tinham um departamento dedicado a pacientes não japoneses, ou pessoal especializado para ajudá-los. Pouco mais de 4% dos hospitais tinham intérpretes no local e apenas 1,7% tinham coordenadores de pacientes.

Em março, o Rinku General abriu um ambulatório para pacientes não japoneses. Os internos examinam os pacientes com a ajuda de intérpretes e os encaminham para outros departamentos, caso seja necessário um atendimento especializado.

A clínica faz parte do departamento de atendimento internacional do hospital, que conta com 13 intérpretes especializados em inglês, chinês, espanhol e português, para auxiliar os pacientes com exames e outros procedimentos. Os questionários médicos também estão disponíveis em quatro idiomas.

O hospital, localizado a cerca de 7 km do Aeroporto Internacional de Kansai, vem oferecendo atendimento emergencial a turistas estrangeiros com a ajuda de intérpretes hospitalares e médicos com conhecimentos de idiomas estrangeiros. Mas com o número de pacientes estrangeiros continuando a subir, o hospital decidiu reforçar os seus serviços multilingues. A criação de uma seção para pacientes estrangeiros também ajuda o hospital a operar mais facilmente, pois tratar pacientes estrangeiros muitas vezes leva mais tempo por causa da barreira do idioma.

Kaori Minamitani, diretora do departamento de cuidados internacionais, disse que não há muitos hospitais no Japão que tenham seções que atendam, exclusivamente, pacientes estrangeiros. “Queremos passar nossa experiência a outros hospitais para ajudá-los a lidar com pacientes não-japoneses”, disse ela.

O governo da província de Osaka também oferece suporte multilíngüe. No início de junho, abriu um centro de atendimento telefônico que oferece interpretação 24 horas por dia em cinco idiomas.

Uma pesquisa realizada pela província em 2018 revelou que cerca de 15.000 pacientes estrangeiros visitaram hospitais da prefeitura no ano fiscal de 2017. Cerca de 40% dos hospitais que aceitaram pacientes estrangeiros disseram que tinham dificuldade em se comunicar com eles.

A mesma pesquisa constatou que 18% dos hospitais tinham contas não pagas de pacientes estrangeiros. A prefeitura criou o serviço de consulta para ajudar as instituições a lidar com problemas de pagamento e outras questões.

“Osaka é um bom exemplo a ser seguido por outras municipalidades”, disse Serina Okamura, professora associada da Universidade Internacional de Saúde e Bem-Estar Social. “É importante que o governo central, os municípios e o setor privado se unam para ajudar os hospitais a melhorar seus serviços”, acrescentou ela.

Osaka não está sozinha na tentativa de tornar o atendimento médico mais acessível aos não residentes e visitantes japoneses. O governo metropolitano de Tóquio também tornou mais fácil para esses pacientes buscar ajuda em seu próprio idioma.

Oito hospitais administrados pelo governo metropolitano e empresas relacionadas foram credenciados pela qualidade dos serviços oferecidos aos pacientes estrangeiros, incluindo a assistência multilíngue.

Em 2012, a Japan Medical Education Foundation iniciou um sistema de certificação, chamado Japan Medical Services Accreditation for International Patients, para avaliar os hospitais com base na qualidade das informações médicas e dos serviços prestados a pacientes não japoneses.

O Governo Metropolitano de Tóquio pretende que todos os seus hospitais obtenham a certificação.

Um intérprete médico ajuda um paciente colombiano a se comunicar com seu médico no Rinku General Medical Center em Izumisano, Província de Osaka.
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