Governo chinês recua e põe fim à lei de extradição após violentas manifestações

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada total do projeto de lei de extradição nesta quarta-feira (4). Medida poderia dar um fim a protestos. Após meses de protestos e violentas manifestações em Hong Kong, o governo local deu um passo atrás que poderia pôr fim aos confrontos.

Image © (Policias apontam armas para manifestantes contra lei de estradição, após embates em Tsuen Wam, em Hong Kong / Reprodução / via Agência Sputnik) Sep/2019

Governo chinês recua e põe fim à lei de extradição após violentas manifestações

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada total do projeto de lei de extradição nesta quarta-feira (4). Medida poderia dar um fim a protestos.
Após meses de protestos e violentas manifestações em Hong Kong, o governo local deu um passo atrás que poderia pôr fim aos confrontos.

Quarta-feira (4), a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada do projeto de lei de extradição da pauta do governo. Sendo assim, o governo chinês põe um fim à questão e atende a uma das principais reivindicações dos manifestantes

Lei de Extradição

O projeto de lei de extradição foi criado depois de um cidadão de Taiwan ter fugido para Hong Kong após supostamente ter matado sua mulher. A medida legal visava a extradição de suspeitos em Hong Kong para a jurisdição da China continental, Macau e Taiwan.

Críticos do projeto iniciaram violentos protestos contra o governo local. Como tentativa de acalmar os ânimos, Carrie Lam engavetou o projeto em junho. Mesmo assim, a medida não satisfez os críticos, que deram continuação às fortes manifestações, exigindo seu cancelamento total.

Demandas

Apesar do atual recuo do governo, um dos líderes das manifestações postou em uma rede social sua insatisfação.

Resposta inicial a Carrie Lam: 1. Isso foi muito pouco e agora é muito tarde. – A resposta de Carrie Lam chega depois de 7 vidas terem sido sacrificadas, mais de 1.200 manifestantes serem presos, muitos dos quais foram maltratados em delegacias.

Os manifestantes exigem a libertação de seus colegas presos, uma reforma eleitoral e que seus atos sejam permitidos.