Porta-aviões dos EUA entra no mar do Sul da China enquanto Pequim realiza exercícios militares

Navios da Marinha do EUA têm vindo a realizar as assim chamadas missões de "liberdade de navegação" no mar do Sul da China, onde a maioria das ilhas está sob o controle de Pequim.

Image © (Caça norte-americano decolando do Porta Aviões Ronald Reagan, para patrulhar águas internacionais no Mar do Sul da China / Reprodução / via AP) Aug/2019

Porta-aviões dos EUA entra no mar do Sul da China enquanto Pequim realiza exercícios militares

Navios da Marinha do EUA têm vindo a realizar as assim chamadas missões de “liberdade de navegação” no mar do Sul da China, onde a maioria das ilhas está sob o controle de Pequim.

O porta-aviões norte-americano USS Ronald Reagan navegou através do disputado mar do Sul da China, poucos dias após o chefe do Pentágono, Mark Esper, ter acusado a China de estar desestabilizando a região do Indo-Pacífico.

O contra-almirante Karl Thomas, comandante do porta-aviões USS Ronald Reagan, disse esta terça-feira (6), citado pela agência de notícias AP, que a presença militar norte-americana no mar do Sul da China “ajuda garantir a segurança e estabilidade, encorajando as negociações diplomáticas”.

Estas afirmações seguem os avisos feitos no passado domingo (4) pelo secretário de Defesa Mark Esper de que “nenhuma nação pode ou deve dominar [a região] do Indo-Pacífico”, acrescentando que Washington “se opõe firmemente à tendência preocupante de comportamento agressivo […] e desestabilizador da China”.

Pequim, de acordo com algumas informações, anunciou que iria realizar manobras militares na terça e quarta-feira perto das ilhas Paracel, no mar do Sul da China.

As tensões na região aumentaram desde que a China começou a posicionar equipamentos militares e a construir instalações em territórios disputados.

Pequim reivindica grandes partes do mar do sul da China, por onde navegam embarcações com mercadorias avaliadas anualmente em cerca de US$ 3,4 bilhões. Países vizinhos como a Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã contestam as reivindicações territoriais.