Delia Fischer lança seu novo álbum, “Tempo Mínimo”

No dia 19/4, a cantora, compositora e pianista carioca Delia Fischer, lançou seu novo álbum “Tempo Mínimo”, e ao mesmo tempo o clipe da canção “Meu Tempo” nas plataformas digitais.

Tempo, tempo, tempo, tempo… Olhar o calendário a cada hora foi uma constante para Delia Fischer. É que a expectativa do lançamento do novo álbum, “Tempo Mínimo” (https://sl.onerpm.com/9577817620) provocou esse estado de ansiedade, mas também de plenitude.

E isso pode ser comprovado já na capa, em um flagrante natural da fotógrafa Ana Migliari, ao ar livre, com a leveza e fluidez de quem sempre deixou a música tomar conta de seu corpo.

A cantora ainda colhe os frutos do single “Mercado”, disponível desde março nas plataformas digitais, afinal ele foi premiado no 16º Independent Music Awards, em Nova York, nas categorias “Best Latin Song” e “Vox Pop”. Para celebrar, ela saboreia as palavras do crítico italiano Massimo Milano, estudioso da música japonesa e brasileira:

Nos dias de hoje, quando a atenção dedicada a qualquer experiência cognitiva ou estética não dura mais que 30 segundos, apropriar-se do tempo e de seu valor talvez seja um gesto muito mais revolucionário do que se poderia imaginar”. E foi exatamente isso que Delia Fischer fez, ao tomar oito anos para chegar a este que talvez seja o mais consistente e representativo trabalho de sua carreira. É isso mesmo! Enquanto a nova geração aproveita as facilidades da era digital para fazer um disco inteiro na rapidez que ela permite, Delia teve coragem suficiente para deixar seu trabalho fluir no tempo que achava necessário.

Ele é o resultado de tudo o que vivi na última década. Tem muita influência do que aprendi com o teatro musical, enfatizando o texto.

É o primeiro álbum em que eu assino a maioria das letras, então ele tem uma visão mais da cronista. Eu trouxe várias pessoas para colaborar, produtores musicais de quem sou fã, como Sacha Amback e Rodrigo Tavares, e tive o Rodrigo Campello como um grande coordenador geral, que me deu muitos caminhos. E ainda contei com feats mais que especiais como do Ed Motta, que me levou para os musicais, o Marcos Valle, meu ídolo desde criança, e o Pretinho da Serrinha, outro querido de muitos anos“, enumera.

Para a artista, esse projeto traz uma pegada eletrônica, que remete ao seu início com o Duo Fênix, lá nos anos 1980.

E mais: Delia também está muito bem acompanhada no clipe da música “Meu Tempo”. Ninguém menos que sua mãe, dona Lia Braga, de 90 anos, divide a cena com ela, em um belo balé que acompanha versos como “Tempo que o tempo agora esquece e encontra a gente em outra dimensão”.

O tempo, como se percebe, é temática recorrente no álbum. “Mamãe é uma pessoa que viveu muita coisa, me ensinou outras tantas. Já quase foi embora, uns dois anos atrás, mas está aqui, lúcida, bem. Ela ficou tensa na hora da gravação, só que se saiu muito bem. E é claro que esse trabalho é dedicado a ela, como tudo o que eu faço“, frisa. “Ela é a pessoa que mais me incentivou durante toda a vida, que pagou meus estudos, acreditou, vibrou com cada conquista, então eu quis eternizá-la agora no mundo digital“.

Além de fã, dona Lia nunca interferiu nos gostos musicais da filha, permitindo que ela ouvisse tudo o que quisesse. “Eu fui uma criança muito maluca. Escutava Led Zeppelin, The Who, Peter Frampton, mas curtia música clássica, como Béla Bartók e Ígor Stravinski. Depois veio a fase de Prince e Michael Jackson, o jazz… Até hoje sou uma pessoa que gosta de fato de tudo“.bE os laços de sangue se estendem ainda na já citada “Mercado”, presente agora como faixa-bônus do álbum.

O filho multi-instrumentista de Delia, Antonio Fischer-Band, participa da gravação, dividindo o teclado com ela. Sem falar em Matias Correa, marido da cantora, responsável pelos acordes do baixo e o beat box. Os três ainda juntaram suas forças para produzir a faixa. “A canção é o resultado de um grande encontro. Descobri que tenho uma banda potente na minha própria casa. E é com eles que vou pegar a estrada“, avisa. Com versos como “Na feira não tem bala de prata / Não feira não tem estacionamento / Na feira se prova depois se paga / Aceite um pedaço do meu cansaço”, a música é uma parceria com Thiago Picchi que, por sua vez, herdou o talento para as artes dos pais, Marcelo Picchi e Elizabeth Savalla. Tudo no espírito “em família”.

Embora tenha dedicado muito tempo de sua carreira à seara instrumental, seja como artista ou produtora, Delia traz a palavra para o primeiríssimo plano nesse novo trabalho, em faixas como “Orgia”, “Samba Mínimo”, “Tanto Faz”, “Canção de Autoajuda”, “Ela Furou”, “Copacabana”, “Mesmos Sons”, “Feliz Por Um Triz” e “Corações Amarelos”, feitas sozinha ou com parceiros como Claudio Botelho (o midas dos musicais brasileiros), Carlos Careqa e Camila Costa.

A única regravação é a de “Garra”, dos irmãos Paulo Sérgio Valle e Marcos Valle, este último presente na faixa que batizou seu próprio álbum de 1971. Olha o tempo agindo mais uma vez no trabalho. Não foi por acaso que ela escolheu “Tempo Mínimo” como título. “Estamos vivendo mais do que nunca a profecia do Andy Warhol, de que todo mundo teria 15 minutos de fama para dar sua mensagem.

Desde que a música migrou para o streaming, ela virou algo como o cinema: a pessoa paga para possuir aquilo naquele momento, com a certeza de que não vão carregar aquele objeto para o resto da vida. E se a tal nuvem acabar? Apesar de eu não ter uma vitrola em bom estado, eu guardo com carinho os discos de vinil. Não tive coragem de me desfazer porque são importantes para a minha vida”. Na contramão dos dias atuais, a cantora só quer que as pessoas deem 15 minutos (um pouquinho mais, na verdade) de seu tempo.

Atualmente, cada segundo é disputado, pois nossa atenção é desviada o tempo inteiro pelos milhões de pisca-alertas cerebrais que vão nos levando para outros caminhos. A atenção hoje é partida“. Mas o tempo de Delia Fischer é outro. E não tem nada de mínimo. Tempo, tempo, tempo, tempo…

O que dizem seus convidados especiais:
“Eu acompanho a arte da Delia faz muitos anos, pianista exímia desde sempre e muito atenta aos detalhes, elemento fundamental para “grand  art”. Trabalhamos juntos em diversas ocasiões, destaco os arranjos inspirados e aventureiros que ela escreveu para o meu musical “7 O musical”.  Fico muito honrado em participar do disco dela, por nossa amizade de tantos anos, mas sobretudo por seu compromisso sublime com a música. Longa vida a essa grande artista!” –  Ed Motta

Lindo CD esse da Delia Fischer! Pleno de criatividade nos arranjos, personalidade, talento nos teclados e vocais de primeiríssima. Sua versão diferente de ‘Garra’ me surpreendeu e só me trouxe alegria. Participei nos vocais com imenso prazer. Viva a Delia!” – Marcos Valle

Conheci Delia em 1998, na França. Fizemos alguns shows por lá e nos tornamos amigos. Me sinto honrado em poder fazer parte desse seu novo trabalho” – Pretinho da Serrinha

Facebook:https://www.facebook.com/deliafischeroficial/
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Assessoria de Imprensa
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Da Redação by Cleo Oshiro
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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site