Lúcia Menezes promete agradáveis surpresas para os amantes da MPB. Com dedicação especial e amor por seu ofício Lúcia Menezes canta como quem borda em um delicado tecido. E assim vai fazendo sua estrada pessoal e apaixonada. Ela dá nova vida às músicas com sua voz e interpretação privilegiadas, colocando sua assinatura em todas canções, esbanjando talento e acima de tudo personalidade.

thumbnail_Lucia Menezes 031212_Foto Alexandre Moreira 175Quando chega ao palco, Lúcia Menezes não apenas canta, mas inunda o espetáculo com sua presença teatral marcante: faz questão de pegar o público pela mão e leva-lo com ela em sua viagem musical, conhecendo o universo que ela se dedica a desbravar, quando busca novos nomes e resgata obras de grandes artistas da música brasileira. Diante daquela menina-moça de olhos de caleidoscópio, bailarina de voz doce e firme e movimentos suaves, não é difícil se envolver e se deixar levar.

Ousada, Lúcia Menezes – ou Lucinha, como intitula seu mais recente disco – se solta, canta e interpreta livre como um pássaro, e reforça sua intensa performance com trocas de figurino em pleno palco florido, repleto de elementos que destacam sua vontade de compartilhar seu momento. Quem deveria ser mero espectador, nos shows dessa nordestina de coração e de origem se torna um ator de grande influência na cena que surge.

DPP_0284 (2)É artista desde criança. Entre produções teatrais na escola e para a família a música sempre esteve presente em sua vida na cidade de Itapipoca (CE), onde nasceu. Ainda na infância conquistou seu primeiro incentivo, e aos três anos ganhou concurso de melhor voz infantil.

A paixão pela música cresceu com ela, que seguiu participando de corais tendo destaque como solista. Incentivada pela professora de canto, Leilah Carvalho Costa, iniciou uma carreira solo que começou a acontecer nos tradicionais Festivais de Música, colecionando mais prêmios e abrindo estrada para shows pela região. Gravou seu primeiro disco em 1991, “Divina Comédia Humana”, em vinil. Com sucessos de Belchior e Fagner. Cinco anos depois lançou seu segundo trabalho. Um CD ao vivo, totalmente dedicado ao repertório de Carmen Miranda. Em 1997 e 1998 ganhou o prêmio de melhor cantora da Fundação Cultural de Fortaleza .

DPP_0260Já no Rio, em 2005 gravou o disco Lúcia Menezes, ao lado de grandes nomes da música brasileira como o produtor José Milton e arranjos luxuosos divididos entre Cristóvão Bastos e João Lyra. O release de apresentação foi escrito pelo expert Ruy Castro, “…Lúcia Menezes é uma cantora do bom e do melhor Ceará e em temperamento, escolha do repertório e estilo, ela é, isto sim, uma legítima cantora brasileira. Seu jeito de cantar, terno ou esfuziante, romântico ou humorístico, conforme o caso, demonstra o profissionalismo e a tarimba, tipo “o que vier eu traço” – e traça mesmo, como diz no samba de Alvaiade, em que vai acelerando o ritmo até chegar a uma velocidade de quebra-língua (não há muita gente na praça capaz dessa proeza hoje em dia).” O disco foi lançado pela gravadora Kuarup e recebeu muitos elogios da crítica.

Três anos depois voltou a reunir o mesmo time campeão, e gravou o álbum “Pintando e bordando”, lançado pela Som Livre. O CD  dessa vez foi lançado com um release trazendo a assinatura de gala de Sérgio Cabral ”…Eis uma cantora para ser ouvida como um deleite e, para os que ainda não a conhecem, como uma deliciosa surpresa: Lúcia Menezes. Trata-se de uma intérprete absolutamente original pelo jeito de cantar e, sobretudo, por um timbre que nos impede de confundi-la com qualquer outra cantora do passado ou do presente…”

Àrraiá do Bem 2014 035Com esse álbum “Pintando e bordando”, lançado pela Som Livre, foi indicada ao mais importante Prêmio da Música Brasileira, na categoria “Melhor cantora Regional”. A única cantora cearense que já foi indicada para esse prêmio. O disco também rendeu uma coleção de elogios da imprensa de todo o País.

Em 2012, respaldada pela assinatura de grandes mestres, Lucia Menezes lançou mais um CD o “Lucinha”, reunindo o time mesmo vencedor. O repertório segue seu interesse pela busca de novos nomes e o resgate de artistas importantes da história da música brasileira. Foi também selecionado para o Prêmio da Música Brasileira. Muito elogiada pela crítica, cito aqui um exemplo: a atenção para a magnífica leitura de Lúcia Menezes dos dois sambas, ambos com aquele balanço que consagrou, por exemplo, Geraldo Pereira, em que a cantora parece um Cyro Monteiro ou um Miltinho de saias, inteiramente à vontade para nos mostrar como é que se faz para interpretar um samba sincopado…” Palavras de Sérgio Cabral.

Seu novo CD, já está gravado com arranjos de Cristovão Bastos e João Lyra, produção José Milton e promete agradáveis surpresas para os amantes da MPB. O lançamento será ainda nesse ano. Aguardemos.

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site