Gisele Gama Andrade: Conheçam a autora de Sara e Sua Turma. Gisele Gama Andrade é professora, autora, consultora e empresária. Desde muito cedo desenvolveu sua paixão pela literatura. Ainda no ensino fundamental, ganhou o prêmio Contribuintes para o Futuro, promovido pela Receita Federal. Suas redações eram sempre expostas nas paredes da escola, para que os colegas lessem. A escola a incentivou muito a acreditar em seu potencial.

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Gisele sempre gostou muito de estudar. Concluiu o curso de graduação na Universidade de Brasília, em Língua e Literatura Portuguesa e foi logo fazer pós-graduação. Finalizou o mestrado na PUC-Rio, Doutorado e Pós-Douturado na UFRJ.

Começou a dar aulas ainda muito nova, com dezesseis anos. Trabalhou com crianças e adultos. Foi professora do ensino fundamental, médio e universitário. Acabou dando aulas também na pós-graduação, na Faculdade de Educação da UFRJ, para estudantes de mestrado e doutorado.

Aceitou muitos desafios desde muito cedo. Ocupou cargos importantes na esfera pública, participou de projetos educacionais de nível nacional e internacional e realizou várias consultorias para órgãos públicos federais e internacionais, sempre preocupada em melhorar a educação em nosso país.

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Tem vários livros e artigos publicados na área de educação, com foco em avaliação. Prestou Consultoria para o INEP, o Governo do Ceará, o Governo do Acre, o CESPE, a OCDE, a UNESCO, o Instituto Rio Branco, a Fundação Cesgranrio, o IPEA. Participou  da organização e execução dos SAEBs, inclusive com a coordenação dos bancos de itens, e da coordenação das provas e redações do  ENEM.

Desde 2005, é Diretora Presidente da Abaquar Consultores e Editores Associados, onde tem atuado na coordenação de elaboração de material didático, de formação de professores e avaliação educacional e institucional, dentre outras atividades educacionais, e ainda na produção e edição de livros infantis.

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É uma das maiores especialistas do país em instrumentos de avaliação educacional, em especial aqueles que usam a metodologia da Teoria da Resposta ao Item.

Tem escrito os livros de Sara e sua turma tendo como referência a educação infantil e o desenvolvimento de habilidades específicas.

Os livros são divertidos, e as crianças adoram lê-los. Contudo, o que há de mais especial é a forma como trabalha temas pouco trabalhados na literatura infantil,  como morte, preconceito e autoestima.

Como surgiu a coleção Sara e sua Turma?

Sempre me defini de três formas: mulher, educadora e guerreira. Desde que me lembro, mesmo enquanto estudante, durante a ditadura militar, muito mais nova que meus colegas de turma, estive à frente daquilo em que acreditava.

Era aquela que se expunha, que falava pelo grupo, que dava “a cara para bater”. Comecei a conhecer a vida assim, percebendo que a verdade é o caminho mais coerente, embora, muitas vezes, doloroso. Percebi também, desde cedo, que até crianças podem ser cruéis, mas que existe um poder transformador em cada um de nós, se tivermos coragem. Minha consciência sempre me dizia: “se você quer transformar uma coisa, vá lá e faça a sua parte”.

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Na luta pela vida, aprendi a amar uma de minhas missões na Terra: a educação. No Brasil pós-ditadura-militar – mesmo que essa história pareça distante -, há muitas barreiras a se quebrar. Os estudantes da ditadura militar foram levados ao adestramento, travestido de vestibular. O espírito competitivo impossibilitou a formação de grupos. O sistema formou arquivadores de informação, não seres questionadores e transformadores. E esses sujeitos são os professores do século XXI.

Lamentavelmente, a situação do Brasil não é muito diferente da de outros tantos países do mundo: uns, porque passaram por histórias semelhantes às nossas; outros, porque ainda não conseguiram reinventar sua educação desde a segunda guerra mundial, em que era necessário educar para a produção em massa, a fim de atender a uma demanda de mercado fordista, taylorista. Muito mais difícil é destruir muros invisíveis. Lutar contra aquilo que não se vê, mas que está lá, ainda é um desafio que enfrentamos no mundo. A guerra acabou. O sistema educacional voltado para aquele contexto, não.

Lutando para transformar essa realidade, assim como tantos outros atores (guerreiros, como eu), fui posta em xeque constantemente dentro de minha própria casa. O tempo todo, lutava para que a autoconfiança, a autoestima de meus filhos se mantivesse intacta, apesar de todos os “nãos” dos professores, dos colegas, do sistema. Em minhas palestras pelo Brasil e pelo mundo, sempre afirmei que a melhor escola é aquela em que o estudante tem espaço para ser feliz. É aquela em que entra e sai todos os dias de cabeça erguida. Em que é respeitado e valorizado pelo que tem de melhor. Um sujeito que acredita em seu potencial, respeita o próximo e sabe que sua força e a de seus pares transformará o mundo em um lugar melhor para se viver está pronto para enfrentar todos os desafios. Foi o que busquei nas escolas em que matriculei meus filhos. Fui descobrindo, ao longo de minha jornada, que ainda havia (e há) um bom trabalho a fazer.

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Adotei Sara quando ela tinha menos de dois anos de idade. Mas o tempo de uma gestação indesejada e do abandono na primeira infância já tinham deixado suas marcas. Quando a escola começou a reforçar esses “nãos”, resolvi agir de forma mais direta. Eu precisava fazê-la SABER que é um ser único, transformador e maravilhoso, como somos todos nós. Assim surgiu o primeiro livro da série, que a tem como personagem principal: A menina que gostava de saber.

O livro deu tão certo que ganhou o mundo. Foi parar até no Japão. Muitas crianças se identificaram. Muitos pais e professores foram também tocados por sua mensagem. Escrevi com o coração. Acho que isso fez a diferença.

Tenho sido abençoada pela parceria de Ronaldo Santana, que desenha o que me vai na cabeça e na alma. Ele é meu amigo e, depois de tantas histórias juntos, meu padrinho de casamento. É uma das pessoas mais sensíveis que conheço, e eu o amo.

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Meus três filhos – Sara, Raphael e Gabriel – têm-me inspirado a escrever as histórias da coleção Sara e sua turma. Junto com eles, outras crianças maravilhosas, que sempre me mostram que o diálogo com elas é uma forma doce de eu me conectar com o universo, o alimento para minha força interior na luta pela transformação do mundo em um lugar melhor em que elas possam habitar.

Sara, a personagem principal da Sara e Sua Turma, é a filha mais nova da Gisele e tem dois irmãos: Raphael e Gabriel.

SARA

Sara é uma menina muito esperta e sempre traz questionamentos do seu dia para debater com seus entes, buscando contornar os problemas com soluções criativas. É levada como toda criança de oito anos, mas dona de um coração gigante! Está sempre cativando as pessoas e fazendo novos amigos

GABRIEL

Gabriel é o irmão do meio da Sara. Seu forte é a criatividade. Um garoto de 7/8 anos que, ao mesmo tempo em que gosta de brincar na rua com seus amigos e explorar a criatividade, gosta de ficar introspectivo no seu mundo tecnológico, com seus jogos eletrônicos.

RAPHAEL

Raphael é o irmão mais velho da Sara, que nasceu muito doente. Sua mãe sempre deu muito carinho e amor e, aos poucos, ele foi crescendo e se tornando um menino bem forte. Nessa etapa  ele se apresenta com aproximadamente 9 anos. Aficionado por esporte, Raphael tem um espírito brincalhão e muita energia. Está sempre bolando novas brincadeiras e brincando na rua, com seus amigos.

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Para conhecer mais sobre todos os personagens de Sara e Sua Turma, visitem o blog da escritora Gisele Gama Andrade.

http://saraesuaturma.com.br/blog.html

Radio Shiga by Cleo Oshiro Oficial page: http://wp.radioshiga.com/programacao/

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site