Angélica Rizzi: A versatilidade de uma artista. A cantora, compositora, jornalista, produtora cultural e escritora Angélica Rizzi é um dos nomes mais expressivos do universo artístico do Sul do país atualmente.

ANGÉLICA RIZZI DIVULGAÇÃO CRÉDITO foto DANI BOTELHO

Sua trajetória começou em 2002 quando fez seu début literário na Feira do Livro de Porto Alegre com a ‘Coleção Arco-Íris Poético’, que consiste em cinco livros de poesia. Uma das obras intitulada ‘Prisioneiro da Paixão’ gerou um sarau homônimo apresentado com sucesso em vários espaços culturais de Porto Alegre entre 2003 e 2004.

Por essa época, começa a gravar seu primeiro álbum intitulado ‘Águas de Chuva’ (2008), com um repertório de canções autorais e uma releitura de ‘Canos Silenciosos’ de Lobão. Também começa a gravar um CD que homenageia suas raízes italianas do Norte da Itália (Trento), com releituras modernas para canções folclóricas daquela região da ‘Bota’.

O álbum em questão é ‘Angélica Rizzi à italiana’ em 2010. É antecedido por um CD beneficente ‘Acústico Trentino’ (2006) de tiragem limitada para a comunidade de descendentes trentinos do RS.10426275_962764953735035_2134404033282630096_n

Com esse projeto de música italiana, Angélica participa dos principais programas de rádio dedicados à temática italiana do RS, SP, PR, MG e Rio. Também faz shows desse trabalho em eventos como a Feira de Inverno de Flores da Cunha e o festival Live Brasile Trentini Nel Mondo (Teatro da AMRIGS em Porto Alegre).

Em 2009, Angélica deu início a sua carreira como autora infantil. Nesse ano lançou ‘Manoelito o palhaço tristonho’. A obra literária cujo argumento veio de uma peça de teatro escrita e encenada por Angélica em 2007, já teve várias edições publicadas e foi adotada em diversas escolas do RS e também trabalhada em instituições de ensino de Rio e São Paulo. Manoelito o palhaço tristonho também ganhou canções escritas e interpretadas pela artista gaúcha em apresentações infantis. O livro também tem ilustrações para colorir, é bilíngüe (português e inglês), em papel reciclado e tem escritas de sinas para surdos. Em 2010, dois novos lançamentos de Angélica: ‘Sol e as Ovelhas’, mais um título para os pequenos e também um título adulto: ‘Clube dos Solitários’, um livro de contos com inspiração na literatura dos beatniks. Ambos foram adotados em instituições de ensino do RS.

Angélica Rizzi divulgação foto by Dani BotelhoAinda naquele ano, Angélica cria o ‘Sarau Poe-tas Iluminadas’ que homenageia nomes femininos do mundo das artes. No evento, que reúne música, literatura, pesquisa e faz conexões também com outras atividades artísticas, Angélica canta músicas autorais, releituras e apresenta de forma dinâmica e descontraída um painel sobre a artista homenageada.

Entre 2010 e 2014, o Sarau ocorreu mensalmente no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo na capital gaúcha. Foi um sucesso de público e mídia. A iniciativa ganhou outros palcos como o Kerouac Rock Pub e foi apresentada em diversas feiras do livro no RS em cidades como Venâncio Aires, Paverama, Frederico Westphalen, Pinhal, Santa Clara, Doutor Ricardo, entre várias outras.

O ‘Sarau Poetas Iluminadas’ segue sendo um dos carros-chefes do trabalho de Angélica Rizzi até os dias atuais, alguns destaques da trajetória do evento nesses cinco anos: Sarau Poetas Iluminadas homenagem póstuma a Elis Regina; Sarau Poetas Iluminadas homenagem póstuma a Clarice Lispector; Sarau Poetas Iluminadas homenagem a Rita Lee; Sarau Poetas Iluminadas homenagem póstuma a Virginia Woolf. E as edições especiais onde Angélica homenageia ‘Poetas Iluminados’ que já se foram como Vinicius de Moraes e Caio Fernando Abreu.ANGÉLICA RIZZI DIVULGAÇÃO sarau crédito Dani Botelho

O evento também ganhou um derivado para o público infantil: ‘Sarau Poetinhas Iluminados’, onde Angélica faz uma releitura lúdica e musical de ‘A Arca de Noé’ de Vinicius de Moraes. E igualmente escolhe algum de seus livros infantis para uma contação de história sempre muito divertida e musical.

Em 2011, Angélica lançou seu primeiro romance ‘O Poeta Mais Velho do Mundo’, que é uma continuação do livro de contos ‘Clube dos Solitários’ e que faz parte de uma trilogia, em que o último volume vem aí em breve. Uma obra que revela a história de vida do sócio-fundador do ‘Clube dos Solitários’ Alan Garavaracchi.

O Poeta mais velho do mundo é um exemplo de literatura Pop, já que possui referências a músicas, filmes e livros desse universo. Nesse mesmo ano, Angélica lançou seu terceiro título infantil ‘Júlia a estrelinha’, um livro que aborda e introduz aspectos da Astronomia de forma simplificada para as crianças. Angélica além do trabalho de pesquisa para escrever a obra consultou o renomado Basílio Santiago, professor membro do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

‘Julia a estrelinha’ é outro título infantil de autoria de Angélica que foi adotado em diversas escolas do RS.

Angélica Rizzi foto de Marcelo MartinsEm julho de 2013, Angélica Rizzi foi a autora convidada da III Feira Literária Raul Pompéia em Angra dos Reis-RJ. Participou com seu trabalho de literatura infantil e também como a estreia de um novo projeto ‘Juventude Iluminada’, onde conversou com jovens a respeito de sua trajetória no mundo dos livros e da música, falou de sua formação como jornalista diplomada, tudo de forma informal e com grande participação do público. A iniciativa se mostrou um êxito e foi levada por Angélica a outros eventos culturais dos quais participou.

Em setembro de 2015, Angélica participou novamente do evento, em sua quarta edição na mesma Angra dos Reis, terra do autor de ‘O Ateneu’. Durante o segundo semestre de 2014, Angélica foi convidada pelo SECRASO-RS para ministrar oficinas de artes em escolas carentes da Grande Porto Alegre. O resultado das Oficinas gerou uma exposição dos trabalhos feitos pelos alunos na sede da SECRA-SO em dezembro daquele ano.

Em 2014, Angélica ministrou durante a 60ª Feira do Livro de Porto Alegre a oficina ‘Introdução à literatura pop: de Jack Kerouac a Caio Fernando Abreu, de Haruki Murakami a Clarah Averbuck”. No início de abril de 2015, Angélica lançou seu quarto título infantil ‘O Pituco’ durante a programação da 9ª Feira do Livro de Capão da Canoa-RS. A obra enfoca um tema bastante pertinente e atual: a adoção responsável e guarda consciente de animais. Partindo de um fato real que presenciou, a autora conta a história de um cãozinho abandonado que é adotado por uma família.

O Pituco teve lançamento em Belo Horizonte no dia 15 de maio, no Café com Música, onde no dia seguinte Angélica também apresentou ao lado da banda local O Sócrates seu trabalho de música autoral.

O novo título infantil de Angélica também ganhou lançamento em 2015 na IV Feira Literária Raul Pompéia-RJ, na Feira do Livro de Canoas, na Feira do Livro de Porto Alegre, entre outras.

Radio Shiga by Cleo Oshiro

Website: http://www.angelicarizzi.com

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site