Comissão aprova 2,4 bilhões de euros para Europa enfrentar crise migratória

Imagem: Divulgação – Aline Moraes – Correspondente da Agência Brasil/EBC

A Comissão Europeia anunciou ontem (10), em Bruxelas, uma ajuda de 2,4 bilhões de euros para ajudar os países-membros a enfrentar a crise migratória no continente, principalmente do Oriente Médio e da África.

De acordo com a porta-voz da comissão, Natasha Bertaud, a abordagem do problema está sendo feita “com olhos bem abertos”. Natasha acrescentou que a intenção é continuar trabalhando em conjunto com os países-membros, de modo a tratar desse desafio da melhor maneira possível.

Itália e Grécia receberão a maior parte da ajuda financeira: 560 milhões e 473 milhões de Euros, respectivamente. Os dois países são a porta de entrada para quem tenta chegar ao continente pelo mar.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que, de janeiro a julho, mais de 220 mil migrantes e refugiados atravessaram o Mediterrâneo em direção à Europa. Pelo menos 2 mil pessoas já moreram no mar ou estão desaparecidas.

O anúncio da ajuda financeira ocorreu após reunião do governo grego, concluída no sábado (8), para discutir a crise migratória. O primeiro-ministro Alexis Tsipras destacou a dimensão europeia do problema e a necessidade de utilizar os recursos possíveis, incluindo os de emergência, via União Europeia.

“Pedimos que o princípio do compartilhamento das responsabilidades seja seguido”, disse Tsipras em declaração divulgada depois de reunião com seus ministros.

A França também receberá 20 milhões de euros para enfrentar a situação em Calais e os milhares de imigrantes que tentam chegar à Grã-Bretanha via Eurotúnel. “O Reino Unido já recebeu a primeira parte da ajuda financeira de 27 milhões de euros. Esse volume de recursos servirá, entre outras coisas, para lidar com o problema de Calais”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia.

Os 2,4 bilhões de euros cobrirão 23 programas nacionais sobre migração, asilo, integração e segurança. Até o fim do ano, outros 13 programas devem ser aprovados pela comissão.

Edição: Armando Cardoso